Como Tudo Começou ....
...1997. Esse foi o ano que marcou o início do Cooperativismo de Crédito na região Centro Nordeste. Tudo começou em 1996 quando o presidente da ACIG - Associação Comercial e Industrial de Guanhães, esteve num seminário na cidade de Araxá, no Triângulo Mineiro, e participou de uma palestra sobre Cooperativismo de Crédito. No mesmo ano, a ACIG realizou palestras com profissionais do Sebrae/MG e da CECREMGE - Central das Cooperativas de Crédito do Estado de Minas Gerais, sobre Cooperativismo de Crédito, das quais participou grande número de empresários da cidade. Movido por decepções com tradicionais instituições financeiras, o empresário Astrogildo Generoso Corrêa vinha pesquisando sobre cooperativismo há algum tempo e o que descobrira o tinha deixado bastante motivado e apaixonado. A ACIG encontrou no empreendedorismo e na contagiante empolgação do empresário a parceria ideal para divulgar as idéias cooperativistas e ideais rochdailianos. Vislumbrar possibilidade de trazer para a região o sonho cooperativista já era uma realidade. Astrogildo e a Associação Comercial entraram em contato com a CECREMGE, através do seu presidente, à época Élio Duarte, e alguns diretores para se inteirarem melhor sobre Cooperativismo de Crédito. À medida que os contatos foram se tornando mais freqüentes, os vínculos de amizade eram criados entre a diretoria da CECREMGE e aquele empresário, o que facilitou bastante o começo de toda a história da CREDICENM. Assim, numa reunião na AABB - Associação Atlética Banco do Brasil em Guanhães, da qual participaram lideranças de diversos segmentos da sociedade local e da região, a semente do Cooperativismo foi plantada. E essa semente germinou e deu os frutos que ora são colhidos. O que para muitos era utopia, algo possível somente em sonhos ou assuntos para meros devaneios, começou a tomar forma quando o assessor da CECREMGE - Central das Cooperativas de Crédito do Estado de Minas Gerais, Raimundo Sérgio, vindo da capital do Estado especialmente para a reunião, começou a explicar sobre o Cooperativismo de Crédito. Até então, pouco se havia ouvido falar sobre cooperativismo, e o que se conhecia ficava restrito aos devaneios do empolgado Astrogildo e às raras cooperativas existentes em Guanhães e região. A palestra do representante da CECREMGE foi ouvida com bastante atenção e curiosidade por todos os presentes, que não perderam a oportunidade de esclarecer todas as dúvidas, fazendo inúmeras perguntas. Mesmo com todos os esclarecimentos, a doutrina cooperativista não causou resultado imediato, pois a maioria dos presentes se mostrava bastante cética e desconfiada com a novidade, principalmente porque experiências anteriores com cooperativas, até então, não oferecia credibilidade necessária, especialmente para atuar no mercado de crédito. Mas apesar disso, ao final da reunião foi sugerido e aceito por toda a assembléia que ali mesmo fosse indicada uma diretoria para que se iniciasse o processo para a criação da Cooperativa. Para a presidência foram sugeridos nomes como dos empresários Lincoln Lúcio de Oliveira, ex-prefeito de Virginópolis; Milton Monteiro, de São João Evangelista; José Afonso de Almeida, da tradicional Casa São Miguel, de Guanhães; do próprio Astrogildo Generoso Corrêa, entre outros. Porém, todos alegaram que, devido aos seus afazeres, não poderiam assumir um compromisso de tamanha importância. Como a maioria dos indicados se omitira ou se esquivara em assumir a vanguarda do empreendimento, o que poderia abortá-lo no nascedouro, um dos seus principais entusiastas, proprietário de várias lojas na região, Astrogildo Corrêa, temente desse desfecho, manifestou-se disposto a enfrentar o desafio, desde que, para tal, pudesse contar com o apoio de alguns dos indicados alí presentes, dentre os quais destacava os nomes de José Afonso de Almeida, da Casa São Miguel, e José Vicente da Silva, da Loja Primavera, tradicionais comerciantes, pessoas de conduta ilibada e conhecidos na região e fora dela que, pela sua estatura moral, poderiam ajudá-lo na difícil tarefa. Foi indicado, então, por aclamação, o empresário Astrogildo Generoso Corrêa para presidente, com o argumento de que ele era o mais adequado para o cargo, pois era, no momento, o mais entusiasta, o maior divulgador e defensor da idéia cooperativista, além de ser pessoa de bastante prestígio e reconhecido caráter em Guanhães e toda a região. Feita a indicação, Astrogildo levanta-se, agradece a todos pela distinção e diz que só aceitaria aquele honroso cargo sob a condição de que os empresários José Afonso de Almeida (Casa São Miguel) e José Vicente da Silva (Casa Primavera) também fizessem parte da diretoria. Esses dois também cederam ao apelo de todos e a primeira diretoria executiva foi formada. E deste modo, no dia 10 de janeiro de 1997 foi fundada a Cooperativa de Crédito, ainda sem um nome comercial definido. Começava então a luta para oficializar o maior e mais corajoso empreendimento do Centro Nordeste. Para que pudesse ser formada de fato a Cooperativa de Crédito, era necessário que um grupo de no mínimo vinte pessoas de um mesmo segmento empresarial se associasse para, então, constituir a Cooperativa. Assim, depois de exaustivas reuniões, ficou decidido que o segmento seria o de comércio de confecções, uma vez que era o mais diversificado na cidade na época. Desta maneira, foi criado também o nome da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Comerciantes de Confecções do Centro Nordeste Mineiro Ltda.
OS
FUNDADORES
O nome da Cooperativa de Crédito já existia. Precisava agora ser criada uma
marca que tivesse atrativos visuais e fosse fácil de ser gravada. Então, numa
viagem para Belo Horizonte, Astrogildo apresentava vários materiais de divulgação
de outras Cooperativas de Crédito para a sua esposa Maria Fabiana, quando algo
chamou mais a sua atenção. Era um cartão da Cooperativa de Teófilo Otoni, da
CREDITO. Aquilo ficou indo e vindo na sua cabeça. "Como um nome pode ser tão
sugestivo! Crédito, Credito, Acredito, Confiança", pensava ela. Fabiana comenta
com Astrogildo que o nome da Cooperativa tinha que ser algo assim, nota 10.
Dito isso, uma luz se acendeu e o nome começou a aparecer. CREDIDEZ, CREDIMIL...
Mas a cooperativa era regional... região Centro Nordeste... Eureka! Nem dez,
nem mil. A sugestão era CREDICENM, que foi colocada junto com os vários nomes
propostos e aprovada por unanimidade. Com relação à marca, foi gentilmente criada,
produzida e cedida pelo Engenheiro e Arquiteto, Maurizio Grassi, amigo pessoal
do presidente Astrogildo.